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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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China se diz pronta para “qualquer tipo de guerra” com os EUA

Declaração ocorre após aumento das tarifas comerciais impostas por Trump

ZN NEWS
Por ZN NEWS
China se diz pronta para “qualquer tipo de guerra” com os EUA
reuters
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A China alertou os Estados Unidos nesta quarta-feira (5) que está pronta para lutar em "qualquer tipo" de guerra, após responder às crescentes tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo ficaram à beira de uma guerra comercial depois que Trump determinou novas tarifas sobre todos os produtos chineses que entram nos EUA. Pequim reagiu rapidamente, impondo tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas americanos.

"Se é guerra o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim", declarou a Embaixada da China em Washington no X (antigo Twitter), republicando uma nota oficial do governo chinês divulgada na terça-feira (4).

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A declaração marca um dos posicionamentos mais contundentes da China desde que Trump assumiu a presidência e ocorre durante o Congresso Nacional do Povo em Pequim. Na terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou um aumento de 7,2% nos gastos com defesa, argumentando que o mundo passa por "mudanças nunca vistas em um século em ritmo acelerado".

Tensões comerciais e políticas

Pequim tenta demonstrar confiança na resiliência de sua economia, apesar da ameaça de uma guerra comercial. A China tem se posicionado como um país estável e pacífico, contrastando com os EUA, que acusa de envolvimento em conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

Além disso, Pequim observa os impactos das políticas de Trump sobre outros aliados americanos, como Canadá e México, também afetados por tarifas. Ao mesmo tempo, o governo chinês busca não endurecer demais o discurso para não prejudicar relações com potenciais parceiros globais.

A Embaixada da China em Washington também criticou as alegações americanas de que Pequim é responsável pela entrada do fentanil nos EUA. "A questão do fentanil é uma desculpa frágil para aumentar tarifas sobre produtos chineses", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

"A intimidação não nos assusta. O bullying não funciona conosco. Pressionar, coagir ou fazer ameaças não são a maneira correta de lidar com a China", acrescentou.

Relações cada vez mais tensas

A relação entre EUA e China já é há tempos uma das mais conturbadas do cenário internacional. O post da Embaixada chinesa no X foi amplamente compartilhado e pode reforçar a visão dos aliados de Trump de que Pequim representa a maior ameaça econômica e geopolítica para Washington.

No início do governo Trump, havia esperanças de uma relação mais amistosa entre os dois países. O ex-presidente chegou a convidar Xi Jinping para sua posse e declarou que os dois tiveram uma "ótima ligação telefônica" antes de sua chegada à Casa Branca. No entanto, uma nova conversa entre os líderes esperada para fevereiro não aconteceu.

Enquanto isso, a China enfrenta desafios internos, como baixo consumo, crise imobiliária e desemprego. O governo chinês prometeu injetar bilhões de dólares na economia, apresentando esses planos no Congresso Nacional do Povo – um evento visto como um endosso formal às decisões do Partido Comunista.

Orçamento militar em crescimento

Com o segundo maior orçamento militar do mundo, estimado em US$ 245 bilhões, a China ainda gasta significativamente menos do que os EUA. Pequim destina 1,6% do PIB às forças armadas, enquanto os Estados Unidos e a Rússia investem percentuais mais elevados, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

Apesar disso, analistas sugerem que os números oficiais subestimam os reais gastos militares chineses. O aumento do orçamento de defesa reforça a estratégia da China de fortalecer sua posição global em meio às crescentes tensões com Washington.

FONTE/CRÉDITOS: bbc news
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