Com voto favorável da senadora Zenaide Maia, o Senado aprovou a criação de um programa que garante gás de cozinha gratuito para famílias de baixa renda no Rio Grande do Norte e em todo o Brasil. A medida integra o chamado “Gás do Povo” e segue para sanção presidencial.
A proposta prevê a substituição gradual do auxílio financeiro pela entrega direta de botijões de gás de 13 kg, distribuídos em pontos credenciados. A expectativa do governo federal é beneficiar cerca de 15 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo.
Na prática, o programa garante até seis recargas por ano, dependendo do tamanho da família, com prioridade para grupos mais vulneráveis, como mulheres vítimas de violência, comunidades tradicionais e famílias em situação de emergência.
A iniciativa surge em um cenário de alta no preço do gás de cozinha, item considerado essencial no dia a dia das famílias brasileiras. A proposta também transforma o benefício em política pública permanente, ampliando o alcance em relação ao modelo anterior de auxílio.
Ao defender o projeto, a senadora destacou que o acesso ao gás é uma necessidade básica, fundamental para garantir alimentação dentro de casa. A medida, segundo ela, busca assegurar dignidade às famílias que enfrentam dificuldades para arcar com despesas essenciais.
No fim das contas, é aquele velho retrato do Brasil: pode faltar muita coisa, mas não pode faltar o básico dentro de casa. E, nesse caso, o fogão aceso ainda é símbolo de dignidade — ontem, hoje e, se depender desse tipo de política, também amanhã.

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