As Forças de Defesa de Israel (IDF) interceptaram um míssil disparado do Iêmen na madrugada desta quinta-feira (20). O ataque ocorreu um dia após o grupo rebelde Houthis ameaçar retaliar caso os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza não fossem interrompidos.
De acordo com a agência de notícias Reuters, sirenes de alerta foram acionadas em várias cidades de Israel, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, logo após o lançamento do projétil. Os Houthis, aliados do Hamas e parte do chamado "Eixo da Resistência" apoiado pelo Irã, reivindicaram a autoria do ataque.
Na terça-feira (18), os rebeldes haviam anunciado que intensificariam suas ofensivas contra Israel se os ataques à Gaza continuassem. "As Forças Armadas do Iêmen expandirão seus alvos nas próximas horas e dias, a menos que a agressão contra Gaza pare", afirmou Yahya Saree, porta-voz do grupo, em transmissão televisiva.
O confronto entre os Houthis e Israel se intensificou desde outubro de 2023, quando o conflito na Faixa de Gaza escalou. Além dos ataques com mísseis, o grupo iemenita tem realizado ofensivas contra embarcações militares e comerciais israelenses e aliadas no Mar Vermelho, uma das rotas de navegação mais estratégicas do mundo.
Na terça-feira, em meio às tensões, os Houthis também declararam estar em guerra com os Estados Unidos, após ataques aéreos realizados por Washington contra suas posições no Iêmen. Em resposta, os rebeldes anunciaram ter atacado navios norte-americanos e o grupo do porta-aviões USS Harry S. Truman.
O governo dos Estados Unidos, por sua vez, alertou que considerará o Irã responsável por qualquer ataque dos Houthis, uma vez que o grupo recebe apoio militar e financeiro de Teerã. "Cada disparo dos Houthis será tratado como um disparo das forças iranianas, e o Irã será responsabilizado", declarou o presidente americano Donald Trump em sua rede social Truth Social.
A escalada de violência na região tem provocado protestos no Iêmen e em outros países do Oriente Médio. Na segunda-feira (17), milhares de manifestantes saíram às ruas de Sanaa, capital iemenita controlada pelos Houthis, em atos contra os Estados Unidos e Israel.
Os últimos ataques dos Estados Unidos ao Iêmen deixaram pelo menos 53 mortos, incluindo cinco crianças, e quase uma centena de feridos, segundo os Houthis. O grupo prometeu continuar sua ofensiva e reforçar seu apoio aos palestinos na Faixa de Gaza.
