Os médicos que atuam na UTI do Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de traumas do Rio Grande do Norte, podem suspender os atendimentos a partir do dia 26 de março caso os salários em atraso não sejam pagos. A categoria, contratada por meio da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), enfrenta um acúmulo de seis meses sem receber, devido à falta de repasses do governo estadual desde outubro de 2024.
Em assembleia realizada nesta terça-feira (18), o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) estabeleceu um prazo para o pagamento dos meses de outubro e novembro até o dia 25 de março, às 16h. Caso o depósito não seja feito, uma nova reunião será realizada no mesmo dia para definir os próximos passos, incluindo a possibilidade de paralisação imediata.
O presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, destacou que há um acordo pré-processual firmado em audiência de conciliação na Justiça Federal, envolvendo o sindicato, o Conselho Regional de Medicina (CREMERN), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e a SAMA. Segundo esse acordo, os atrasos não poderiam ultrapassar três meses, o que não está sendo cumprido pelo Estado.
Além da UTI do Hospital Walfredo Gurgel, outras oito unidades podem ser afetadas pela suspensão dos serviços, incluindo os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques. Caso o impasse não seja resolvido, a assistência a pacientes graves em diversas UTIs do estado ficará comprometida.
