O influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB), candidato à Prefeitura de São Paulo, afirmou em uma live nas redes sociais, na noite de sexta-feira (21), que sua condenação “carece de provas” e que será revertida. Ele foi considerado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral de São Paulo devido a abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2024. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Durante a live de 20 minutos, Marçal explicou que, no período eleitoral, gravou um vídeo afirmando que, se um candidato fizesse uma doação para sua campanha, ele gravaria um vídeo de apoio em troca. "Na hora que eu gravei, minha equipe jurídica já travou e não cheguei a materializar [o plano]. Eu gravei milhares de vídeos para todo mundo, mas não chegou a materializar. Isso porque fui barrado pela equipe jurídica", declarou o influenciador.
Entenda a condenação
A Justiça Eleitoral analisou duas ações movidas pelas coligações do PSOL, partido do então candidato Guilherme Boulos, e do PSB. A primeira investigou a venda de apoio de Marçal a candidatos a vereador em troca de doações via Pix de R$ 5.000, divulgada em vídeos no Instagram. A segunda, liderada pelo PSOL, incluiu evidências de um link para um formulário de doação em troca de apoio.
De acordo com a sentença, o abuso de poder político foi caracterizado, entre outros fatores, pelo uso das redes sociais para disseminar desinformação sobre o sistema de arrecadação eleitoral baseado no Fundo Partidário e pela propaganda negativa contra adversários.
Defesa de Marçal contesta decisão
Em nota, Marçal afirmou que gravou "milhares de vídeos de apoio político para candidatos a prefeito e vereadores em todo o país" e que não realizou nenhum vídeo em troca de apoio financeiro, como demonstrado em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. Ele reafirmou sua confiança na Justiça e disse que recorrerá da decisão.
O coordenador de sua campanha, Paulo Hamilton Siqueira Jr., declarou que "o conteúdo probatório produzido nas ações não é suficiente para a procedência da AIJE. Não há nenhuma doação ilícita".
Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, manifestou "plena confiança" no TRE-SP e afirmou acreditar que a decisão de primeira instância será reformada. Segundo ele, "a interpretação adotada na decisão inicial não reflete a realidade dos fatos nem a razoabilidade merecida".
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da primeira Zona Eleitoral da capital, tornou Marçal inelegível por oito anos, a partir de 2024.

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